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terça-feira, julho 27

Caminho

É como se eu voltasse a vida
e ressucitasse depois de um inverno inteiro de frio,
meu coração vai aquecer novamente,
irá irradiar em chama

e depois queimará,
sobrará apenas as cinzas, a saudade
e eu voltarei a hibernar.
Outra vez sentirei aquele frio horrivel

e horripilante que me assombrava ainda
há pouco..
Meu pensamento deixará de ser lógico
razão não haverá mais

Agir com a voz do coração,
sem premeditar ou planejar nada.
Deixar de ser o dono do jogo
abrir a retaguarda...

eu tenho medo.
Existem riscos e perigos
uma grande probabilidade de sofrer,
de morrer de novo

eu não quero uma morte brusca
como na última vez,
não quero passar tanto tempo no esquecimento,
em uma profunda solidão...

Não sei se antes estava vivo
ou se agora é que começo a morrer...
Acho que já me perdi
dentro do coração..

Confesso

Hoje eu quis pertencer a alguém,
desejo louco de gostar, cheirar, amar
um outro corpo que me peça, me complete.
Encontrar algo assim como eu.

Protgi, aconselhei e resisti, sempre isso.
Hoje busco uma mudança de realidade,
preciso quebrar essa rotina de sofrimento,
de lamúrias, de igualdade.

Me faço de diversas formas
Charmoso, fácil, bonito...
adapto-me a necessidade,
ao gosto do freguês

Já não vivo mais.
Tanta saudade, tanta frieza, tanta abstinência.
Medos e paradigmas afastam minhas vontades,
Não sou quem eu sou

Sou aquilo que minha coragem permite que eu seja.
Sou diversos.
Todos incompletos e infelizes,
uma farsa.

Conheço tão pouco de mim,
sei aquilo que engano, que finjo que sou
alimento o meu ego.
Pobre elo, ego perdido.

Vou regar o meu jardim, cultivá-lo
deixá-lo pronto, atraente
e partirei;
deixarei-o de herança para alguém...

Quem sabe quem....